segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tempo

Mote
O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem
tanto tempo quanto tempo o tempo tem.

Poema
O tempo é nada mais que tempo
E o vagar de tempo é nada mais que um vagar de tempo.
Nada mais que ter tempo para passar um tempo
Recordem aquele tempo em que nunca era tempo do tempo
Pois, Hoje, é tempo de dar ao tempo o tempo de ter tempo
Assim, todos teriamos tempo de ter tempo
E todos seriamos tempo do tempo
E o tempo que tempo fosse.

Adeus ao Tempo

DESACELAROU TUDO!
E se esquecessemos os dias?
E se fossem os anos?
Lentamente
Até gerar o caos dos deslimites

A quem nos prenderíamos?

Quem saberia o que saber?

Que se fariam aos fazeres?

Que seria dos deveres!?

Imposto isto, trabalho aquilo...
É engraçado como
Enquanto planeio a Morte do Tempo
Me lembrei de pôr o célere alarme
Amanhã tenho de acordar a horas
Ou será que não tenho?
E se renunciar a todas
Todas as amarras da sociedade?
E se renunciar a própria sociedade?

"Morrerás de fome!"
"Nao sejas um ignorante!"
"Não serás ninguém."

Olha como ela girta
E se me der espaço a mim mesmo?
E ser der espaço aos que dão espaço a si mesmos?
Deixariamos de ser Humanos
Mas seriamos algo muito melhor

sábado, 31 de julho de 2010

Cúmplice Mar

Cumplicidade

É o que sinto

Quando avisto a tua imensidão

Quando me fundo em ti

Envolto no teu azul

Não tivéssemos nós histórias Parecidas

Dominados pelas marés…

Mergulhados em doce querer…

Ante os mandamentos

Ante a gravidade da Nossa Lua

Deixando-nos sempre abertos

Prontos a envolver docemente

A nossa pérola mais preciosa e mais brilhante

A nossa preciosa, preciosa Lua.

A Dark Debil Heart

I feel like a child…

Running from his bad dreams…

Getting refugee on the tiny little shells…

In the middle sea,

(My dark debil heart)

Is a bright light.

Shine, divine sight!

Oh please, shine!

Shine and warm my heart

Guide my soul

Across the ocean thoughts

Caress my dark debil heart

With your divine brightness light.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Enquanto deito o meu corpo
Moído e cansado
Nestes lençóis vazios e gelados
A minha mente estende-se pelo teu corpo
Em que o teu calor me faz leve
E, sob as tuas caricias, calmo.
Estendido,
Olho a Lua pelas frestas dos cortinados.
Desejando-me envolto no teu abraço,
Contemplo a pérola da noite
Que sempre agitou marés
Influenciando as correntes da ternura...
Mas,
Em nós, apenas faltam sóis para Amar

domingo, 13 de junho de 2010

Utopia

Dizes-te ideal
És mera imaginação
Quimera d’almas,
Como te descreve
O fiel significante
És a fantasia
O bem-estar e felicidade
Até soas engraçada
Mas nem todos te vêm
Diria até :
Não és para todos os lábios
Mas todos chegam a desejar-te…
E não vale a pena mentir
Fazes falta
Mesmo a quem não te conhece
Digo verbalmente
Sentimentalmente
É preciso dizer?
Bem sei que não
Mas continuo esperando por ti
Um dia todos se cansarão
E tu, Fantasia da Sociedade
Virás!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tela

Estavas tu, Pintor
Debruçado sobre a tela
Contornando traços do coração
Palpitando em Allegro con anima
Numa orquestra de cores emocionantes
Deixando-te pintar a sua alma
Na cantiga de uma Primavera
Não tendes à imitação
Nos teus encantos de pincel
Reinventaste a imaginação
Acariciando sonhos na tua paleta
Tornando em aparição
A tua voraz visão
Saciando a tua gula colorida
Aí estavas tu, Pintor
Debruçado sobre a tua tela.